Qual é a melhor escolha para a 2ª Fase da OAB?
Qual é a matéria mais fácil de passar?
Qual matéria tem menos peças?
Essas são perguntas que eu recebo com MUITA frequência e se essas são suas dúvidas também é só ficar aqui comigo que neste vídeo você vai aprender a fazer a escolha certa para você, bora lá?
Qual matéria mais APROVA na Prova da OAB?
Bem, quem já me acompanha no meu canal do Youtube sabe que eu tenho uma mentoria e método de preparo para OAB e por isso muita gente me envia mensagens com perguntas desse tipo.
Mas, para ser sincera, eu sou uma pessoa que sempre analisa bastante as coisas antes de tomar uma decisão.
Então, em vez de acreditar no que todo mundo fala, eu fui atrás das estatísticas oficiais de aprovação da OAB para saber se realmente há uma matéria mágica que aprova mais pessoas ou não.
E a verdade é que NÃO tem uma matéria específica que é só escolher e você vai conseguir a sua aprovação com facilidade.
Ou seja, se você achava que era só escolher a matéria X que tem supostamente menos peças processuais, ou a matéria Y que as pessoas dizem que aprova muita gente…
Sinto muito te falar, mas não é assim que você vai conseguir fazer uma boa escolha para a sua segunda fase.
Matéria mágica para aprovação no Exame da OAB?
Claro que o professor da matéria X que tem canal no youtube vai sempre dizer que a matéria dele é a que aprova mais, mas estatisticamente falando, não há uma matéria da segunda fase que aprova mais pessoas magicamente.
Isso acontece por 2 motivos:
O primeiro motivo é que cada pessoa é diferente, então o que é super fácil para mim pode ser o inferno na terra para você.
E eu vi isso com os meus colegas de curso na época da faculdade.
Eu pessoalmente gosto muito de penal, mas minha melhor amiga na época odiava penal com todas as forças.
Mas ela decidir escolher direito penal para a prova da 2ª Fase só porque EU tinha passado usando essa matéria, desencadeou uma série de problemas que iria virar uma bola de neve.
Primeiro ela achava terrível estudar direito penal. Depois, por não gostar de penal, ela teve mais dificuldade de aprender o conteúdo necessário para a prova.
E achando chato e tendo dificuldade, ela praticou menos e reduziu as chances dela de passar.
Então, para mim penal foi uma ótima escolha para segunda fase, mas para ela foi uma tragédia completa.
Mas isso não quer dizer que penal seja uma matéria ruim.
Eu também tive um colega de classe que escolheu penal pela minha indicação (depois que eu passei na prova) e para ele foi maravilhoso, pois ele adorava penal (até mais que eu), queria ser penalista depois de formar, então se empenhava no estudo e praticou bastante.
Resultado? Foi aprovado na 2ª Fase da OAB.
Essa experiência me ensinou que se você toma a decisão da segunda fase apenas seguindo o que alguém te indicou ou o que alguém acha mais fácil, sem levar em conta o que VOCÊ mesmo gosta e tem facilidade, você corre o risco de cometer um erro aí e acabar tendo uma preparação ruim e reprovando no exame.
O segundo motivo para não existir a matéria mágica para a segunda fase da OAB é que ela é uma prova completamente aberta.
Então ou você domina bem o conteúdo daquela área ou você tem muita chance de reprovar.
Ou seja, quando a gente faz uma escolha baseada apenas em alguma dica de alguém, é bem provável que não vamos ter muita experiência naquela matéria até a prova e aí mais uma vez aumenta muito a chance de acontecer uma reprovação.
Isso parece óbvio, mas todo santo exame eu vejo gente dando esse mesmo tiro no pé.
É muito comum encontrar pessoas que fizeram, por exemplo, 3 anos de estágio em civil e na hora da inscrição resolveram escolher constitucional (uma matéria que não conheciam bem) porque supostamente “tinha menos peças”.
Só que, com apenas 2 meses entre a prova da 1ª e 2ª Fase, não conseguem aprender e praticar bem constitucional e acabam reprovando também.
Então, já deu para perceber que escolher a segunda fase apenas porque alguém disse que é fácil não é o melhor caminho, né?
Como escolher a MELHOR matéria para 2ª Fase da Prova da OAB
“Mas, Raiany, se não dá para escolher pelo número de peças, como eu vou escolher então?”
Para fazer a melhor escolha você precisa pensar em 2 pontos importantes que são: Experiência e Gosto
Experiência é a melhor escolha
A experiência é o critério que tem mais peso.
Se você, por exemplo, fez estágio em direito trabalhista durante 2 anos inteiros e está cheio de prática nesta área, isso é um ótimo sinal.
Nesse caso, direito do trabalho pode ser uma ótima escolha para a sua segunda fase, pois uma das coisas que mais pesa na segunda fase é a sua experiência com a prática processual.
É a sua experiência em redigir peças nessa área.
Então, se você tem muita bagagem na área, essa bagagem vai fazer uma diferença enorme na hora de consultar o vade mecum e fundamentar a sua prova, além também de deixar o seu estudo mais fácil.
Ou seja, ter experiência prática na confecção das peças é um dos pontos que mais pesa na aprovação na segunda fase.
Mesmo que a área que você tem experiência tenha muitas peças, é melhor escolher ela e ter uma boa noção de como responder o que vai aparecer na prova, do que escolher uma matéria com supostamente menos peças e se ferrar porque não tem prática na matéria e acabar errando a peça, ok?
Por exemplo, se você tem muita prática e experiência em civil, mesmo tendo muitas peças, é bem provável que essa matéria será um melhor caminho do que tentar aprender tributário em 2 meses e querer ter sucesso na prova, entendeu?
Gosto pessoal se a experiência não existir
Agora, se você não tem muita prática em uma área em específica, ou se tem prática em uma área que não é um escolha para a prova da 2ª Fase, aí você precisa levar em conta o segundo ponto que é o seu gosto pessoal.
Sim, é mais fácil estudar aquilo que você gosta do que aquilo que alguém disse que é fácil.
O motivo é aquele que já falei aqui no vídeo: o que é uma maravilha para uma pessoa pode ser uma tortura para você.
Então, por exemplo, se você ama direito empresarial esta pode ser uma ótima matéria para sua segunda fase.
Escolhendo algo que você gosta, o estudo vai ser mais leve e você terá mais facilidade em aprender as peças e a matéria como um todo.
Ou seja, a escolha da segunda fase depende muito mais da sua experiência e do seu gosto pessoal do que do conselho de um amigo ou da quantidade de peças de uma matéria.
Estatisticamente essa ideia de que uma matéria X é a mais fácil ou tem menos peças e por isso aprova mais, não é uma verdade.
Não adianta escolher o que é fácil para o amiguinho se você odeia aquela matéria.
Cada pessoa é única e tem gostos e experiências diferentes, então a SUA segunda fase certa não vem da opinião do coleguinha ou de algum professor, mas sim de analisar em VOCÊ MESMO aquilo que você tem prática e gosta de estudar.
Espero de coração que isso ajude você a fazer uma escolha mais consciente para sua segunda fase.
E se você está pensando em começar o seu preparo para o exame da OAB, dá uma conferida no meu canal do Youtube que tenho certeza que vai ajudar você a estudar mais rápido e melhor.





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